Coreia é uma publicação fundada em 2019 de carácter experimental, crítico e discursivo a propósito das artes em geral, firmada numa relação umbilical com a dança. A apresentação do número #15 é acompanhada pela performance Reverberações de um corpo-tela, de Wura Moraes.
No Coreia #15, criamos tempo e espaço para pensar em conjunto. Marijana Cvetković leva-nos aos plenários do movimento estudantil sérvio. A inteligência coletiva é uma prática e a revolta pode ser um gesto suave de construir um lugar, segundo Tender Riot. Colocamos palavras na conversa, com matéria leve, uma fogueira onde nos aquecemos. Já é hora, já vai tarde, diz-nos VALIE EXPORT: a voz forma-se como princípio e as estrofes estão também em revolução. Connor Scott conversa com João Penalva sobre os seus vários começos, e, com Wura Moraes, continuamos os nossos sonhos ancestrais de memória e reparação. Pensamos a impunidade em tempos de genocídio com Brenna Bhandar. A pesar, apesar de, Ana Bigotte relembra, se tivermos memória somos fortes e não volta a acontecer. Malcolm-x Betts, nem sempre é doce, nem sempre é azedo. Estamos todos nisto e, para Lilian Steiner, estas palavras foram feitas para dançar.