No dia em se que assinalam os 50 anos da publicação do Despacho conjunto dos Ministros da Administração Interna e da Habitação, determinando a passagem do processo SAAL para a responsabilidade das Câmaras Municipais, o Museu propõe conhecer o efeito real desta medida sobre as casas em construção nos diferentes pontos do Algarve. O que aconteceu às brigadas técnicas? Como acolheram as Câmaras Municipais esta nova responsabilidade? Qual o impacto nas Associações de Moradores? Como olhamos hoje para esta experiência?
NOTAS BIOGRÁFICA:
MODERADOR
Paulo Lourenço é licenciado em História, pós-graduado em Ciências Documentais, variante Arquivo, mestre em Gestão e tem formação avançada em Gestão Pública e Liderança.
É diretor do Arquivo Distrital de Faro desde 2021 e professor assistente convidado na Faculdade de Economia da Universidade do Algarve.
Desempenhou funções de chefe de divisão no Município de Silves.
ORADORES
Manuel Dias concluiu o Curso Industrial e Curso de Design de Comunicação da ESBAL em 1980. Profissionalmente, foi designer de interiores e equipamento e coautor em projetos de arquitetura, tendo sido o coordenador da equipa do SAAL do Algarve Central nos concelhos de Albufeira, Loulé e Olhão. Foi membro fundador da BLOCO – Cooperativa de Estudos e Projectos de Arquitectura e Design, CRL, que integrou igualmente, no seu coletivo técnico, os arquitetos José Veloso e Lopes da Costa, com os quais Manuel Dias partilhou, de perto, a experiência de condução das brigadas técnicas SAAL no Algarve.
Miguel Veloso, filho mais velho de Maria Luísa Veloso e do arquiteto José Veloso, a sua juventude ficou marcada pelo ativismo social e político no período pós-25 de Abril, tendo participado entre outubro de 1974 e setembro de 1976, com a Equipa de Apoio Local de Lagos no desenvolvimento de várias iniciativas de divulgação e dinamização cultural e de alfabetização, integradas no processo SAAL/Algarve e nos programas de Dinamização Cultural do MFA (Movimento das Forças Armadas). Profissionalmente, exerceu funções como técnico residente do Gabinete Técnico da “Operação Sertão/Monte Gordo” entre 1980 e 1986. Em 1982, ingressou no quadro de trabalhadores da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, de onde se aposentou em agosto deste ano (2026), tendo desempenhado ainda funções como formador nos polos do IEFP e do INOVINTER de Vila Real de Santo António entre 2005 e 2009.
Nos últimos anos, tem desenvolvido trabalho de salvaguarda da memória histórica e do património do Algarve, com foco particular em Vila Real de Santo António. Em outubro de 2023, foi coautor, juntamente com o seu pai, o arquiteto José Veloso, do livro O SAAL no Algarve – projectos construídos no algarve pelas associações de moradores, acompanhado de uma exposição comemorativa dos 50 anos do programa SAAL. Em 2024, colaborou na conceção da exposição municipal “25 de Abril – Memórias da Revolução” e, em novembro de 2025, organizou a exposição evocativa dos 45 anos da “Operação Sertão/Monte Gordo”.
Patrícia de Jesus Palma
É funcionária do Município de Lagos, responsável pelo Centro de Documentação do Museu de Lagos desde 2023.
É doutorada em Estudos Portugueses, na especialidade de História do Livro e Crítica Textual (FCSH-UNL), mestre em Ciências da Documentação e Informação (FLUL) e em Literatura Portuguesa Contemporânea (FCSH-UNL) e licenciada em Línguas e Literaturas Modernas – Variante Estudos Portugueses (FCHS-UALG).
É investigadora integrada do CHAM – Centro de Humanidades da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da FCSH/Universidade Nova de Lisboa, onde desenvolve pesquisa sobre a história da cultura escrita impressa.