Um homem do mar, da vila de Lagos, embarca nas viagens à chamada «terra dos Negros», depois de Gil Eanes dobrar o Cabo Bojador. Com ele, as caravelas descem a costa atlântica africana, atravessam tempestades, trazem cativos no regresso. Talvez esse homem exista apenas na memória que uma Mulher, sem identidade certa, faz surgir diante do público. À medida que o relato avança, as vozes de ambos confundem-se e contaminam-se. Já não é claro a quem pertence o diário e quem decide o que fica na história.
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto, Encenação e Interpretação
Neusa Dias
Música
Sebastião Costa
Fotografia
KameraEskura
Design Gráfico
Ics!
Produção
Co.N125 – Companhia Nacional 125
Sobre a atriz e autora do espetáculo:
NEUSA DIAS
Nasceu em Lagos em 1978.
É pós-graduada em Artes Performativas – Teatro/Interpretação pela Escola Superior de Teatro e Cinema e licenciada em Antropologia pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Iniciou a sua prática teatral em 1994 e tornou-se artista profissional em 2000. Colaborou com estruturas artísticas como O Teatrão, A Escola da Noite, arexploratoriodasartes, A Cornucópia, Lavrar o Mar, Contemporaneus, trabalhando com encenadores como Rogério de Carvalho, Duval Pestana, Luís Miguel Cintra, José Neves, Martim Pedroso, Sofia Lobo, entre outros.
Na qualidade de Técnica Superior de Antropologia desenvolveu programação e produção de Artes Performativas no Centro Cultural de Lagos.
A partir de 2012 cria projectos artísticos em nome próprio em articulação com outros artistas, entidades e equipamentos, destacando Portugal em Prosa & Poesia (2012), Terra d’ Encantos (2013 – 2014), Sítios com História (2015 – 2018), Reunião de Protesto (2019), Memórias de Criada (2019), Cenas de Teatro (2020/21), Que diabo vem a ser isto? (2022), As Carpideiras (2022/23), Pessoa, Talvez (2024), Ai, Maria! (2024).
É co-fundadora e presidente da associação cultural Co.N125 – Companhia Nacional 125, estrutura com a qual criou Diário de Bordo (2025) e Se os Peixes Falassem (2026).