A 29 de abril comemora-se o Dia Mundial da Dança. Para assinalar este dia, o Museu de Lagos acolhe o “INFINITO – The Activations Process”.
“INFINITO – The Activations Process” é uma ativação performativa do coreógrafo e artista visual Daniel Matos, concebida para ocupar o Museu de Lagos ao longo de um dia.
O projeto parte da investigação do seu percurso artístico, isolando micro-estruturas coreográficas de obras anteriores e transpondo-as para o espaço museológico.
A performance abandona o palco e instala-se em galerias e zonas expositivas, ativadas por três intérpretes.
O corpo assume-se como centro da experiência, em diálogo com a memória, a durabilidade e a arquitetura do museu.
O público é surpreendido por ações inesperadas que constroem uma vivência imersiva e sensorial.
O espetáculo inclui momentos de nudez, integrados no seu contexto artístico, que ocorrem apenas em períodos específicos e horários previamente definidos.
Direção Artística, Criação e Concepção Plástica: Daniel Matos
Performers: Daniel Matos, Lia Vohlgemuth e Joana Simões
Direção de Produção: Joana Flor Duarte
Imagem e Vídeo: João Catarino
Produção: CAMA a.c.
Coprodução: Museu de Lagos
Apoio: Galeria Alfaia
Sobre o coreógrafo convidado/a:
Daniel Matos (Lagos, 1996) iniciou os estudos em Artes Visuais e licenciou-se em Dança pela ESD — IPL. O seu trabalho desenvolve-se através de práticas multidisciplinares, explorando o corpo como campo biográfico e assumindo o presente como um espaço político e de transgressão, ritual e afeto. Desde 2014, é colaborador artístico, performer e assistente de ensaios do duo Ana Borralho & João Galante, tendo participado nas criações Atlas, SexyMF, Louise Michel, Tempo para Refletir e O Centro do Mundo. Enquanto intérprete, colaborou com Angélica Liddell, Romeo Castellucci, Rui Horta, Luís Marrafa, André Uerba, Amélia Bentes e Davis Freeman. Foi convidado a partilhar os seus processos criativos no Conservatori Superior de Dansa de València, na Escola Superior de Dança, no Campus Paulo Cunha e Silva e n’A PiSCiNA. Desde 2017, tem apresentado o seu trabalho em países como França, Brasil, Indonésia, Áustria, Noruega, India, Macau, Singapura, Austrália e Itália. Destacam-se, entre as suas obras, VÄRA (2022), nomeada para Melhor Coreografia pela SPA em 2023, e A Pedra, A Mágoa (2024), vencedora do Prémio Internacional “DROP” no PUF Festival e do Prémio Melhor Coreografia pela SPA em 2025. Recebeu o Prémio ETIC para Melhor Filme de Dança Nacional com Quase Desabitada (2022). Com Joana Duarte, fundou, em 2017, a CAMA — Associação Cultural, onde é artista residente e diretor artístico. Assume a codirecção artística e programação do Pedra Dura — Festival de Dança do Algarve. Foi também cocurador do Festival Internacional Verão Azul. Em 2023, criou o CENDDA — Centro de Documentação de Dança do Algarve.
Em 2025, cocriou Durarei por Paz e Nunca por Mal, um solo para Mélanie Ferreira, e desenvolveu um ciclo de vídeo-dança em colaboração com o videógrafo João Catarino, intitulado Crying Cycle. A convite da dupla de coreógrafos Sofia Dias & Vítor Roriz, integrou o Laboratório Cumplicidades em 2025, apresentando a performance Rider Sonata nº 8 em coprodução com o MAAT Museu e com a Fundação Champalimaud.